Apoiado por Arábia Saudita, governo do Iêmen anuncia operação para 'libertar' país dos Houthis

Os rebeldes Houthis do Iêmen tomaram a capital, Sanaa, em 2014, no contexto da guerra civil iemenita, e assumiram o controle de parte do país, forçando a renúncia do governo e do então presidente Abd Rabbuh Mansur al-Hadi.

O presidente iemenita, Rashad al-Alimi, anunciou neste domingo (4) o início de operações militares para recuperar o território do país controlado pelos rebeldes Houthis.

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"Instruímos as Forças Armadas, as forças de segurança e todas as formações militares a começar a cumprir as tarefas que lhes foram atribuídas conforme um plano aprovado, até que o país seja libertado dos Houthis", declarou ele em pronunciamento televisionado.

Segundo Al-Alimi, que é apoiado pela monarquia saudita, com essa operação, a autoridade do Estado e de suas instituições será restaurada em todo o território nacional.

Ele declarou ainda que todas as instituições estatais serão colocadas em alerta máximo "até que a missão seja concluída e a vitória alcançada".

Enquanto isso, continua a escalada no conflito entre os Houthis e a Arábia Saudita, iniciada em julho, o que significou, na prática, o fim da frágil trégua que havia congelado as linhas de frente no Iêmen desde 2022.

Os Houthis aumentaram os ataques retaliatórios contra alvos estratégicos na Arábia Saudita.