O candidato do partido Avante à Presidência, Augusto Cury, e seus advogados elaboraram um mandado de segurança com o objetivo de adiar o primeiro turno da eleição presidencial, previsto para domingo (4), em uma semana. O político, no entanto, ainda não decidiu se levará o processo adiante.
"Estou tão decepcionado com as instituições brasileiras que, por alguns momentos, chamei alguns advogados para fazer até um mandado de segurança para adiar essas eleições por mais uma semana. Não pedi ainda, mas nós estamos elaborando esse mandato e não sei se o faremos", afirmou a apoiadores, conforme citado pelo portal O Liberal nesta sexta-feira (2).
Na tarde desta terça-feira (2), Cury e apoiadores participaram de um ato em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, que reuniu cerca de 30 pessoas.
"Estou aqui fazendo um protesto em função da democracia brasileira, que na minha opinião está morrendo. Eu respeito a STF. Espero que o dr. Fachin possa corrigir algumas distorções junto com os ministros que também respeito. Quem deve e se errou vai ter que se defender. Se se defendeu e não errou, ele está livre", afirmou durante o ato, conforme citado pela imprensa local.
Entenda:
O debate da TV Globo, previsto para a noite de quinta-feira (2), foi cancelado após uma série de decisões judiciais do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) envolvendo a participação dos candidatos e as regras relacionadas à ausência de Lula.
A primeira decisão judicial atendeu a um pedido da coligação de Lula e tornou sem efeito o trecho das regras previamente acordadas que tratava da ausência de candidatos. A ata havia sido assinada por todos os partidos participantes, incluindo o PT.
Pelas regras originais, caso um candidato não comparecesse, o púlpito reservado a ele permaneceria vazio, acompanhado de uma placa com seu nome. Os demais candidatos também poderiam, em uma das rodadas de tema livre, fazer em 30 segundos a pergunta que dirigiriam ao ausente.
A segunda decisão, de Gilmar Mendes, determinou a participação de Renan no encontro. A presença do candidato do Missão estava suspensa por força de decisão do ministro Kassio Nunes Marques, que obrigou a emissora a excluir o candidato em benefício de Romeu Zema (Novo).
Além de Cury, o cancelamento afetou diretamente os demais candidatos que estavam garantidos no debate. São eles: Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL).