EUA enviam 3º porta-aviões e 9 mil militares ao Oriente Médio

Pentágono move cerca de 9 mil militares; Trump alega haver "indícios" de ligação do Irã com copiloto que esfaqueou piloto em voo da FlyDubai.

Os EUA estão enviando cerca de 9 mil militares a bordo de um grupo de navios ao Oriente Médio, juntos com o porta-aviões USS Theodore Roosevelt, informou um funcionário americano à Associated Press nesta quinta-feira (1º).

O reforço ocorre enquanto Trump avisaque novos ataques ao Irã podem estar próximos, em meio à guerra que trava contra o país às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA.

Trump alega que há "indícios iniciais" de que o Irã estaria ligado ao copiloto da FlyDubai que esfaqueou o comandante e tentou derrubar um voo rumo a Israel na quarta-feira, afirmando que os EUA vão retaliar caso a ligação seja confirmada: "Eles serão atingidos com muita força."

Netanyahu já havia dito à Fox News que investigadores acreditam que o suspeito passou por "radicalização islâmica".

A esquadra de navios carrega mais de 7 mil marinheiros e 2 mil fuzileiros, incluindo o porta-aviões USS Theodore Roosevelt, podendo elevar para três o número de porta-aviões na região até o fim de outubro, levando a presença militar americana a mais de 20 mil militares — maior contingente desde abril.

Trump ao Irã: aceite acordo ou 'deixará de existir'

O presidente dos EUA, Donald Trump, em mais uma bravata, afirmou nesta quinta-feira (1º) que a República Islâmica do Irã terá de escolher entre assinar um acordo "muito justo" com Washington ou "deixar de existir".

"Agora eles precisam decidir por um acordo muito justo ou deixarão de existir e não estarão mais aqui", declarou Trump em declarações à imprensa nos jardins da Casa Branca, em Washington, antes de seguir com sua agenda de atividades.