Alemanha quer adaptar porto estratégico para uso militar em meio a militarização da Europa

Conforme a imprensa alemã, "uma das principais artérias da economia alemã "está atualmente ganhando importância estratégica "como um centro logístico da OTAN".

O governo alemão quer destinar uma quantia considerável à ampla modernização do porto de Hamburgo, como parte dos preparativos para um possível conflito, segundo o jornal Bild.

Conforme o jornal, "uma das principais artérias da economia alemã "está atualmente ganhando importância estratégica "como um centro logístico da OTAN".

Recursos de um fundo de ajuda federal serão utilizados para financiar rotas de transporte, docas, guindastes de grande porte e outras infraestruturas portuárias.

De acordo com os planos do governo, em tempos de paz, uma infraestrutura funcional pode ser usada para o transbordo de contêineres, enquanto em caso de conflito poderia ser usada para o transporte de tanques da OTAN e outros equipamentos militares pesados.

"Somente com uma economia marítima forte a Alemanha poderá recuperar sua posição de liderança", declarou Christoph Ploss, coordenador marítimo do governo alemão.

Ele acrescentou que a decisão final será tomada antes do final deste ano e que os primeiros recursos poderão chegar já em 2028.

Militarização da Europa diante da suposta 'ameaça russa'

A Europa está imersa em um processo de militarização. A Alemanha estima que precisará de quase 12 bilhões de euros para construir um novo arsenal de mísseis capaz de atingir alvos russos a centenas ou mesmo milhares de quilômetros das linhas de frente, de acordo com documentos internos do Ministério da Defesa citados pelo Politico.

Tudo isso ocorre em um contexto em que a Europa continua a retratar a Rússia como uma suposta "ameaça". Por sua vez, Moscou afirmou repetidamente que não tem planos de atacar a Europa.

O presidente russo, Vladimir Putin, reiterou que as elites governantes europeias estão tomadas pela histeria, acreditando que "uma guerra com os russos está prestes a acontecer". "É impossível acreditar nisso, mesmo que tentem convencer seus próprios povos", acrescentou.