Nesta quinta-feira (1), o presidente russo Vladimir Putin expôs, ponto a ponto, a verdade por trás do conflito armado na Ucrânia.
"A verdade é que não fomos nós que quisemos nem iniciamos a guerra; foram eles que começaram o conflito armado contra nós", afirmou.
Putin destacou que durante anos fomentou-se o nacionalismo agressivo e a russofobia na Ucrânia, com o objetivo de transformá-la em uma ferramenta de luta contra a Rússia.
"A OTAN não deveria ter iniciado a expansão militar em nossos territórios históricos em interesse da própria organização, nem ter planejado bases ali", argumentou, acrescentando que também não se deveria "ter incitado os radicais de Kiev a dar um golpe de Estado, para depois abastecer o regime assim criado — ilegal, em sua essência — com as mais diversas armas ofensivas".
"Não deveriam ter elaborado planos para organizar campos de concentração para os habitantes de Donbass e da Crimeia. Não deveriam ter esmagado com tanques, lançado mísseis, derrubado aviões nem queimado vivas pessoas desarmadas", recordou o presidente russo sobre o início do derramamento de sangue fomentado por líderes ocidentais.
Processo complexo e frágil
Putin ressaltou que aqueles acontecimentos ocorreram apenas pelo fato de a população ser russa, "por nacionalidade e por espírito".
"Há muitos outros 'não deveriam' desse tipo, mas vou parar por aqui. Estou convencido de que a Rússia foi intencionalmente colocada em uma situação na qual se viu simplesmente obrigada, em resposta a essa agressão evidente, a defender-se de armas na mão", concluiu, afirmando que levaram a Rússia "deliberadamente até esse limite".
"Se queremos viver — e todos queremos viver —, como já disse uma vez em meu discurso, vivamos em harmonia e busquemos juntos a maneira de fazê-lo. E a construção da confiança é, sem dúvida, um processo complexo e frágil. É muito difícil de estabelecer e muito fácil de destruir", indicou Putin.