Estados Unidos estiveram por trás da prisão do procurador-geral da Bolívia

O procurador-geral Roger Mariaca é acusado de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico ilícito de substâncias controladas.

O ministro de Governo da Bolívia, Marco Oviedo, confirmou, em uma coletiva de imprensa na quarta-feira (30), que a controversa prisão do procurador-geral Roger Mariaca por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico ilícito de substâncias controladas foi feita em colaboração com as autoridades dos EUA.

"Devo expressar minha gratidão pela ajuda e cooperação do governo dos EUA, por meio de suas agências, que nos auxiliam na luta contra o narcoterrorismo", afirmou Oviedo ao lado do ministro da Defesa, Ernesto Justiniano. Ele declarou que Mariaca "protegeu e lucrou com" uma suposta organização criminosa na qual outras quatro pessoas estavam envolvidas.

A prisão ocorreu dois dias depois de Washington anunciar a revogação dos vistos de altos funcionários da Bolívia, Colômbia e Peru sob acusações de corrupção, apontando Mariaca como culpado por colocar em risco os esforços de Donald Trump no combate ao narcoterrorismo e por minar as instituições democráticas da Bolívia.

Entre os casos que Mariaca investigava estava o de Fernando Cerimedo, um proeminente assessor da direita latino-americana e aliado próximo do presidente boliviano, Rodrigo Paz. Cerimedo é acusado de planejar um atentado contra sua ex-companheira grávida, Nadia Beller.