O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (30) que seu país tem o "controle total" do Estreito de Ormuz. "Estamos literalmente administrando", declarou.
Trump ponderou, no entanto, que a situação "sempre está sujeita a mudanças" e citou como exemplo a eventual instalação de minas no mar da região. Segundo ele, as companhias não gostariam de arriscar seus navios de bilhões de dólares diante de uma ameaça desse tipo.
Na terça-feira (29), Trump havia afirmado que, nos últimos dias, os EUA conseguiram retirar "mais petróleo do Estreito de Ormuz" do que em qualquer outro momento da história, inclusive antes do início da guerra contra o Irã. O presidente apresentou o dado como um sinal dos avanços para normalizar o tráfego marítimo pela via.
Estreito em disputa
As declarações de Trump contrastam com as advertências de Teerã. No sábado (26), o porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, Abolfazl Shekarchi, afirmou que os EUA "nunca" poderão interferir na administração do estreito e advertiu que Washington "receberá uma bofetada" se tentar fazê-lo.
"Os americanos podem sonhar em intervir no Estreito de Ormuz, mas nunca poderão interferir na administração" da via marítima, afirmou Shekarchi. O porta-voz militar acrescentou que os EUA "não têm outra saída a não ser abandonar a Ásia Ocidental" e afirmou que, quanto antes retirarem sua presença da região, "menos dano" sofrerão.
Na terça-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, informou que Teerã transmitiu aos EUA suas condições para a reabertura do Estreito de Ormuz.
"Mantivemos conversas com mediadores catarianos sobre propostas que deveriam ser transmitidas à parte americana, e agora estamos à espera da resposta definitiva de Washington", afirmou o chanceler.