
Trump conta sua versão da 'incrível' história do voo da Flydubai após telefonema com Netanyahu

O presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou nesta quarta-feira (30) um "encanador israelense" que "nunca pilotou um avião" por ter conseguido salvar o voo da Flydubai. A aeronave fazia a rota Dubai-Tel Aviv e foi desviada para a Arábia Saudita após um alerta de emergência.
❗️ "FOI INCRÍVEL"
— RT Brasil (@rtnoticias_br) September 30, 2026
Um encanador israelense, "sem nunca ter pilotado" um avião, conseguiu arrancar o copiloto de seu assento, segurar o manche e nivelar a aeronave, que estava caindo em "um ângulo inacreditável", afirmou Trump ao comentar o incidente do voo da FlyDubai. pic.twitter.com/upIgQA3HCJ
"Não sei se é verdade, mas essa é a história que me contaram: Bibi (Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel) e mais algumas pessoas", afirmou Trump em declarações à imprensa no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C.

Segundo o relato de Trump, o encanador israelense ouviu gritos na cabine dos pilotos e percebeu um problema. "Ele viu o que estava acontecendo. Ouviu os gritos. Estava na parte da frente, enquanto a segurança estava na parte de trás", comentou o mandatário.
Naquele momento, o encanador reagiu ao perceber que a equipe de segurança do avião e a tripulação não conseguiam chegar à porta da cabine dos pilotos porque "não tiveram tempo". Isso porque o avião estava em uma queda "muito acentuada", em alta velocidade e em "um ângulo incrível".
A situação, afirmou Trump, "estava muito acima" das capacidades do encanador. Segundo seu relato, apesar de estar sob o efeito de todas aquelas forças G, ele conseguiu retirar o copiloto que supostamente feriu o comandante da aeronave e provocou a emergência no voo.
"Ele tirou esse sujeito do assento à força e o jogou para trás. E, sem nunca ter pilotado um avião, assumiu o controle, puxou a aeronave para cima e a nivelou antes que ela caísse (...) essa é a história que ouvi. Não sei se é verdade", acrescentou Trump, que classificou a ação do passageiro como "uma história incrível", protagonizada por um homem "forte". "Sabe, quando você levanta canos o dia inteiro, fica forte", disse.
O que aconteceu na cabine?
Trump também afirmou que, na mesma conversa que teve com Netanyahu sobre o incidente, o primeiro-ministro israelense lhe disse que, aparentemente, "o copiloto era talvez um terrorista ou talvez se tratasse de uma ação por encomenda".
Segundo essa versão, o piloto do avião ficou gravemente ferido devido aos ferimentos provocados pelo colega. "Suponho que ele ainda esteja em estado muito grave", ressaltou.
Trump classificou como um ato heroico o fato de o comandante da aeronave ter conseguido abrir a porta da cabine em meio ao ataque do copiloto, permitindo que o encanador israelense visse a situação. "Essas portas são de aço maciço, não podem ser abertas pelo lado de fora, ele conseguiu recuar, abrir a porta e gritar", destacou.
Trump acrescentou que, após a intervenção do encanador, que retirou o copiloto da cabine, os passageiros conseguiram agarrá-lo e contê-lo imediatamente.
O que aconteceu?
O voo, com 174 passageiros a bordo, transmitiu um sinal de emergência cerca de 90 minutos após a decolagem, quando já havia entrado no espaço aéreo da Jordânia, despertando temores de um possível sequestro.
Após ser desviada, a aeronave pousou finalmente na Arábia Saudita. Segundo relatos, o incidente foi provocado por uma briga entre os pilotos, depois que um deles tentou se suicidar fazendo o avião cair, o que foi evitado pelo copiloto na cabine.
Durante a briga, foram transmitidos os sinais de socorro 7700 e 7500 — usados para indicar tomada de controle hostil e interferência ilegal —, o que alertou os sistemas de segurança de Israel e de todo o Oriente Médio e provocou a suspensão das decolagens no aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv.
Segundo informam veículos de imprensa israelenses, citando um alto funcionário, o piloto que tentou derrubar a aeronave planejava realizar um ataque semelhante ao de 11 de setembro de 2001 nos EUA, quando quatro aviões comerciais foram sequestrados por membros da Al Qaeda*. Essa versão está ganhando força em Israel.
* Reconhecida como grupo terrorista na Rússia e proibida em seu território.


