A Petrobras e a Transpetro adotaram medidas preventivas para garantir o abastecimento de combustíveis na Região Norte diante da tendência de redução dos níveis dos rios amazônicos. A Operação Codajás, iniciada na segunda quinzena de setembro, prioriza o transporte de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e também busca manter o escoamento de petróleo e gás natural do Polo de Urucu, informou a empresa nesta quarta-feira (30).
A operação ocorre em um cenário de previsão de maior restrição à navegação nas próximas semanas. O Comitê da Vazante Amazônica monitora semanalmente as condições climáticas, os níveis dos rios e o planejamento operacional para definir medidas durante o período de vazante.
"Os sinais observados pelo comitê multidisciplinar reforçam a importância do planejamento antecipado", afirmou o diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, Jones Soares. Segundo ele, a operação busca garantir que o gás de cozinha chegue de forma contínua à população da Região Norte mesmo em cenários desafiadores.
Para a operação de 2026, estarão disponíveis dois navios com dedicação exclusiva, os gaseiros Gilberto Freyre e Jorge Amado, além de outros quatro gaseiros e três petroleiros.
O navio-tanque Epic Baluan também será posicionado em Coari para ampliar a capacidade de armazenamento dos terminais da região. A estratégia prevê ainda o apoio da Marinha do Brasil no acompanhamento dos navios e na sondagem de trechos críticos durante a vazante.
Segurança energética
A Operação Codajás também contribui para manter o escoamento da produção de petróleo e gás natural de Urucu. O gás natural produzido na região responde por mais de 50% da geração de energia elétrica do estado do Amazonas.
Durante a seca histórica de 2024, considerada a mais severa da Amazônia em 74 anos, a Transpetro realizou 21 operações dedicadas e transportou mais de 16 mil toneladas de GLP para garantir o abastecimento regional.
Em 2025, mesmo sem a adoção das medidas extraordinárias previstas para secas severas, foram escoadas mais de 60 mil toneladas de GLP e 129 mil m³ de petróleo entre setembro e outubro. Criada em 1995, a Operação Codajás completa 31 anos em 2026.