A Volkswagen anunciou nesta quarta-feira (30) a rescisão de diversos acordos coletivos que regulam as condições de trabalho de seus funcionários, medida que pode afetar adicionais salariais e benefícios, segundo o sindicato IG Metall.
De acordo com o IG Metall, a decisão atinge pontos centrais do acordo coletivo interno da Volkswagen, incluindo medidas de proteção para trabalhadores mais velhos ou com limitações de saúde.
A direção da montadora alemã comunicou a decisão durante as negociações de revisão previstas no chamado acordo de futuro.
O prazo para rescindir os acordos, com efeitos a partir de 31 de dezembro, termina nesta quarta-feira. Com isso, as primeiras mudanças poderão entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027.
O IG Metall alerta que a medida pode repercutir diretamente na renda e nas prestações recebidas pelos trabalhadores.
A rescisão, porém, não significa juridicamente que todas as disposições dos acordos deixem de valer imediatamente, já que algumas delas podem continuar produzindo efeitos posteriormente.
A indústria automotiva europeia atravessa uma das maiores crises de sua história. O fechamento de fábricas, as demissões em massa e a queda dos lucros se tornaram recorrentes em um setor que, durante décadas, foi um dos principais motores econômicos do continente.
Por trás da crise, convergem diversos fatores: o aumento dos custos de energia, a pressão regulatória decorrente das políticas climáticas, a reorganização das cadeias de suprimentos e uma concorrência internacional cada vez mais intensa.