O Exército da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) reforçará os meios de contra-ataque tático em direção à Zona Desmilitarizada (ZDM) da 21ª Divisão de Infantaria sul-coreana — onde ocorreram provocações recentes por parte da Coreia do Sul —, afirmou Kim Yo-jong, diretora do Departamento de Comunicação do Partido dos Trabalhadores da Coreia, em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (30) pela agência KCNA.
"É algo muito baixo e sujo, condizente com as tribos da República da Coreia", declarou ela.
A reação se deu depois que o ministro da Defesa sul-coreano, Kang Shin-chul, acusou na terça-feira (29) a RPDC de colocar minas na ZDM como parte de seus trabalhos de fortificação perto da Linha de Demarcação Militar.
Segundo Seul, uma dessas minas explodiu em 21 de setembro e feriu dois militares sul-coreanos.
Kim Yo-jong rejeitou essa versão e classificou a investigação sul-coreana como uma "farsa evidente", comparando-a a um incidente semelhante ocorrido há mais de uma década.
Ela afirmou, ainda, que a Coreia do Sul utiliza esse episódio para justificar novas medidas políticas e militares contra a RPDC, entre elas a possível reinstalação de alto-falantes de propaganda na fronteira.
A autoridade sustentou que as barreiras que o Exército de seu país constrói na fronteira fazem parte de um ato soberano e negou que seus soldados tenham cruzado a linha.
A dirigente norte-coreana acusou as tropas sul-coreanas de emitir advertências e efetuar disparos de aviso quase diariamente desde agosto, algo que — segundo ela — coloca em risco os militares norte-coreanos.
"Os atos provocativos dos inimigos perto da zona da fronteira sul estão ultrapassando o limite a cada dia que passa", afirmou.
"Uma situação sem precedentes"
Kim Yo-jong alertou que, se a Coreia do Sul abrir fogo contra os soldados da RPDC que trabalham nessas fortificações, seu país responderá com um contra-ataque "imediato e implacável".
Ela acrescentou que, se as acusações e provocações continuarem, Seul enfrentará "uma situação sem precedentes" e que a responsabilidade por qualquer escalada recairá sobre quem iniciou a tensão.
"Nunca seremos observadores passivos diante de atos hostis que causam grande preocupação na zona de fronteira. Quando uma única bala atingir nossa terra, devem estar preparados para muito", concluiu.