A China celebrou na segunda-feira (28) o 2.577º aniversário do nascimento de Confúcio (551–479 a.C.), com uma grande cerimônia em Qufu, na província de Shandong, cidade natal do filósofo.
O evento reuniu apresentações de música e dança tradicionais e rituais no Templo de Confúcio. Cerimônias também foram realizadas em Quzhou, na província de Zhejiang. A tradição das homenagens remonta a 478 a.C., um ano após a morte do pensador.
Influência milenar
Educador e filósofo, Confúcio fundou uma escola de pensamento que posteriormente passou a ser conhecida como confucionismo. Segundo a Enciclopédia de Filosofia de Stanford, ele se tornou associado a conceitos fundamentais da cultura do Leste Asiático e é considerado um dos pensadores de maior importância na história intelectual da região.
Confúcio colocou a educação e o aperfeiçoamento moral no centro da formação humana e ensinou temas como ética, governo, linguagem e artes. A tradição também o associa à criação das primeiras escolas abertas a estudantes de diferentes classes sociais.
Legado e valores
Ao longo dos séculos, essas ideias foram incorporadas aos sistemas educacional e administrativo da China imperial. Durante a dinastia Han, Confúcio se tornou uma autoridade em temas como história, rituais e comportamento, enquanto os textos associados a ele passaram a integrar a formação dos funcionários do Estado.
Confúcio passou a representar algo maior do que a obra de um filósofo individual. Tornou-se um símbolo da transmissão da cultura, da educação e de valores éticos através das gerações.
A Academia Chinesa de Ciências Sociais observa que a ética confucionista esteve entre as tradições intelectuais que ajudaram a orientar valores da civilização chinesa ao longo de sua história.