China não teme previsões apocalípticas sobre a IA; saiba por que

Um artigo publicado no NY Times acusou Washington de recorrer ao chamado "marketing do medo" para preservar a liderança americana e impedir que empresas do país sejam ultrapassadas por concorrentes chinesas.

A China demonstra ceticismo em relação às previsões alarmistas feitas nos Estados Unidos sobre um possível cenário apocalíptico provocado pelo avanço da inteligência artificial (IA).

Segundo artigo publicado pela colunista Lily Kuo, especialista em China do New York Times, no domingo (27), Pequim considera que esse tipo de discurso pode fazer parte de uma estratégia de Washington para conter a concorrência chinesa no setor.

Enquanto aumentam nos EUA os temores de que a IA possa sair do controle e representar uma ameaça à humanidade, autoridades e especialistas chineses classificam essas previsões como distantes da realidade e marcadas por uma perspectiva ocidental.

A colunista também acusa Washington de recorrer ao chamado "marketing do medo" para preservar a liderança americana e impedir que empresas do país sejam ultrapassadas por concorrentes chinesas.

"Eles [o governo] podem cortar o fornecimento de energia para toda a cidade. Podem ir até as pessoas e confiscar os celulares. Eles têm um poder enorme no mundo físico", afirmou Afra Wang, escritora especializada em tecnologia e IA na China.