
Seul exige desculpas e explicação oficial do regime ucraniano; entenda

A Presidência da Coreia do Sul expressou neste domingo (27) pesar após Kiev negar ter firmado um acordo de confidencialidade sobre a transferência para o país de dois soldados da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) capturados no ano passado no contexto do conflito ucraniano. As informações são da imprensa local.
"Expressamos nosso profundo pesar pela divulgação unilateral do Governo ucraniano, em violação ao acordo de confidencialidade, bem como por sua posterior declaração pública falsa negando a existência de tal acordo, e exigimos uma explicação oficial e um pedido de desculpas", declarou Seong Ghi-hong, secretário-chefe da Presidência para Relações Públicas, em comunicado.

Seul avalia adotar medidas adicionais em relação ao caso.
"Assunto extremamente sensível"
Em 23 de setembro, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, Vladimir Zelensky revelou que "recentemente" dois "prisioneiros de guerra norte-coreanos" haviam sido enviados à Coreia do Sul.
"Não é fácil capturar esses homens vivos. Um deles, ao perceber que seria feito prisioneiro, tentou tirar a própria vida e ficou chocado ao perceber que o destino não lhe permitiu morrer. É assim que eles são criados no Norte", afirmou.
Em resposta, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, expressou na quinta-feira (24) sua profunda indignação com o regime ucraniano, que, ao divulgar a transferência, teria rompido um acordo de confidencialidade.
Lee criticou a busca irresponsável por popularidade por meio de propaganda e justificou sua decisão de manter a transferência em sigilo, argumentando que se trata de um "assunto extremamente sensível que afeta profundamente a diplomacia, a segurança e a situação na península coreana".
''Isso não é verdade''
No entanto, Kiev rejeitou a afirmação de Seul de que Kiev teria violado um acordo de confidencialidade. "Esse acordo não existia, isso não é verdade", afirmou Sergey Litvin, assessor do gabinete de Zelensky. Segundo ele, "seria incorreto ocultar o destino de determinados prisioneiros".
- Os militares da RPDC ajudaram o Exército russo a libertar a região de Kursk em 2025, após a incursão das forças ucranianas em agosto de 2024. A participação ocorreu no âmbito do Tratado de Associação Estratégica Integral, assinado por Moscou e Pyongyang em junho de 2024.
