O grupo ShinyHunters alegou na segunda-feira (21) ter invadido o portal de empregos do FBI — ataque que especialistas consideram um dos mais graves até agora. A agência americana afirma estar investigando o incidente.
Os hackers dizem ter roubado de dois a três terabytes de dados de funcionários e candidatos do FBI do site FBIJobs.gov.
A Reuters, que revisou parte dos arquivos alegadamente roubados, informa que os dados incluem nomes, endereços, telefones, datas de nascimento, números de seguro social e contatos de emergência de milhares de funcionários, além de detalhes sobre funções e destinos — incluindo tarefas sensíveis de inteligência e contraespionagem envolvendo China, Rússia, Irã, Hezbollah e cartéis de drogas.
Parte da informação diz respeito a unidades e iniciativas sigilosas do FBI cuja existência não havia sido publicamente revelada.
Além disso, os hackers teriam obtido dados médicos e psiquiátricos de funcionários e candidatos, como históricos clínicos, receitas e resultados de exames.
O ex-agente de contrainteligência do FBI, Eric O'Neill, afirmou que os dados roubados são "uma mina de ouro para serviços de inteligência estrangeiros".
O grupo hacker afirmou que o ataque não visava obter dinheiro, mas forçar o FBI a retirar um alerta de maio que classificava o ShinyHunters como "cibercriminosos" que "usam alegações reais ou exageradas sobre acesso a informações sensíveis ou pessoais para extorquir vítimas".
Caso o FBI não cumpra o prazo de uma semana, o grupo ameaça publicar as bases de dados completas.