O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, anunciou neste sábado (26) que seu país poderia contribuir para que a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen cheguem a um acordo.
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"Podemos contribuir para resolver o conflito entre a Arábia Saudita e o Iêmen sem belicismo", declarou o presidente iraniano em entrevista à Al Jazeera, afirmando uma posição que contrasta com a dos Estados Unidos no cenário internacional.
"A Arábia Saudita possui capacidade para desempenhar um papel relevante na unificação dos países do mundo islâmico", acrescentou.
As declarações vêm em um momento de máxima tensão entre Riad e Saná após o apelo do sheik Salih bin Fawzan Al-Fawzan às tropas sauditas para sacrificarem suas vidas contra os houthis após semanas de violência que romperam a trégua de 2022 entre ambas as partes.
- A escalada entre Riad e o movimento Houthi começou em julho e representou, na prática, o fim de uma trégua frágil que havia congelado as linhas de frente no Iêmen desde 2022. Os Houthis aumentaram a pressão sobre a Arábia Saudita e ampliaram suas ações contra alvos sauditas, enquanto Riad intensificou suas operações militares no Iêmen.
- Os Houthis tomaram a cidade portuária de Moka na costa oeste do Iêmen e continuam avançando. A tomada da cidade reforça o controle do movimento sobre uma importante rota marítima, o Estreito de Bab el-Mandeb, que conecta o canal de Suez ao Mar Vermelho e é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, fundamental para o transporte de petróleo e mercadorias entre a Europa e a Ásia.
- O oleoduto Leste-Oeste, que transporta petróleo das regiões orientais até o porto de Yanbu, foi recentemente alvo de vários ataques que levaram à suspensão de suas operações. A infraestrutura tem importância estratégica para Riad por escoar uma parcela significativa das exportações e permitir contornar o Estreito de Ormuz, gravemente afetado pela guerra entre os Estados Unidos e o Irã.