
Família questiona legalidade de eutanásia realizada em idosa com confusão mental no Canadá

A família de uma idosa de 83 anos, Brigitte Stegemann, acionou as autoridades canadenses para investigar uma possível morte assistida realizada contra a vontade da paciente, informou o jornal britânico Daily Mail no domingo (20).
O caso ocorreu no dia 10 de julho, na casa de repouso The Pearl, em Cannifton, após o programa de morte assistida por médicos (MAiD) ser aplicado a Brigitte, que sofria de câncer estomacal.

De acordo com relatos de Brigitte Kranendonk, neta e cuidadora da idosa, sua avó apresentava sinais claros de declínio cognitivo antes do procedimento.
Em uma conversa dois dias antes da data marcada, a idosa teria demonstrado confusão mental e afirmado que havia cometido um erro ao solicitar o fim da vida.
Kranendonk relatou que a avó não obteve êxito em testes de cognição e apresentava desorientação sobre o estado de familiares próximos.
A família alega que os profissionais de saúde ignoraram o estado de confusão da paciente e realizaram o procedimento de forma apressada, sem a presença de familiares para a assinatura do consentimento.
O relato da neta descreve uma cena traumática: dificuldades na aplicação do acesso intravenoso teriam causado sangramento excessivo, e a idosa não teria respondido ao médico quando questionada sobre a administração da medicação.
O caso está sob investigação da Divisão de Investigações Criminais da Polícia de Belleville. A família busca providências junto ao gabinete do legista-chefe de Ontário e ao Provedor de Justiça, questionando a legalidade da ação realizada diante das condições clínicas da paciente.
