'Não escolhemos a guerra': o que disse o presidente do Irã sobre oconflito com os EUA

"Estamos dispostos e ainda desejamos seguir adiante", afirmou o presidente, em referência à possibilidade de encerrar o conflito.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país não escolheu a guerra, mas que ela foi imposta pelos Estados Unidos e por Israel, que optaram por atacar o Irã. A declaração foi dada em entrevista à Fox News nesta quinta-feira (24).

"Não escolhemos a guerra. A guerra nos foi imposta. Não buscamos a guerra; pelo contrário, quando somos atacados, somos obrigados a nos defender. Nunca iniciamos uma guerra. Mas, se quiserem continuar lutando contra nós, responderemos com firmeza e determinação", afirmou o presidente.

Na mesma linha, Pezeshkian disse que Teerã continua sendo submetida a "pressões" que, segundo ele, teriam como objetivo forçar sua rendição "à margem do marco jurídico do direito internacional, o que é impossível".

Pezeshkian também se manifestou contra todas as guerras, ao afirmar que "os seres humanos não deveriam causar a morte de outro ser humano" e deveriam ser capazes de resolver suas diferenças por meio do diálogo.

O presidente iraniano reiterou que o país não deseja continuar com a guerra. "São os EUA que devem decidir se querem pôr fim a isso ou não", concluiu.

Negociação sem rendição

Por outro lado, Pezeshkian afirmou que o Irã não tem "problemas" em encerrar o conflito, como demonstraria o acordo firmado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Não temos problemas. Chegamos a um acordo com o seu presidente, que foi assinado. E, com base nisso, estamos dispostos e ainda desejamos seguir adiante", afirmou.

Pezeshkian, porém, disse que, apesar dos acordos firmados antes do início da guerra e da situação geral na região, que incluíam manter o Estreito de Ormuz aberto, o território iraniano foi atacado sem justificativa.

"Sem qualquer justificativa ou base legal, eles nos atacaram. Assassinaram e martirizaram nosso estimado líder supremo, assim como nossos cientistas, comandantes militares e funcionários do governo", relembrou.

Apesar disso, Pezeshkian reiterou que, mesmo sob pressão de sanções econômicas ou de outro tipo, a República Islâmica não pretende se render e resistirá "até o fim".

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