'Suicídio do Ocidente': Carlson explica como destruição de refinarias abre caminho para China

Os chineses se beneficiam pela crise, com grandes reservas de petróleo e capacidade excedente de refino que podem ampliar ainda mais sua influência global, segundo o jornalista Tucker Carlson.

Enquanto os Estados Unidos e a Europa sofrem os impactos dos conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, a China pode se beneficiar da crise energética graças às suas grandes reservas de petróleo e à ampla capacidade de refino.

A avaliação foi feita pelo jornalista Tucker Carlson em seu programa, com a participação do analista Brandon Weichert.

Carlson destacou que Pequim continua expandindo as refinarias e investindo em fontes alternativas de energia, como a gaseificação do carvão para produzir combustíveis. 

Segundo ele, enquanto os EUA não constroem novas refinarias de grande porte há décadas, a China mantém uma capacidade ociosa que poderia ampliar sua participação no mercado global.

O jornalista também acusou as elites ocidentais de agravarem deliberadamente a crise para reduzir o padrão de vida nos EUA e na Europa e favorecer a ascensão chinesa. 

Um Ocidente mais pobre

Carlson afirmou ainda que a destruição de refinarias pode agravar o empobrecimento do Ocidente.

Ele também atribuiu parte das decisões relacionadas ao conflito ucraniano a setores da inteligência americana, especialmente à CIA, que, segundo o jornalista, agiria de forma independente da Casa Branca.

Weichert, por sua vez, estima que a China já possuía entre 1,6 bilhão e 1,8 bilhão de barris em reservas estratégicas de petróleo antes do início da guerra, além de contar com capacidade adicional de refino.

China pode ampliar sua influência

Para Weichert, a expansão chinesa no refino de petróleo e no processamento de terras raras pode fortalecer a posição de Pequim na economia global.

Se outros países continuarem perdendo refinarias sem construir novas instalações, aponta, a China poderá conquistar uma parcela maior do mercado e ampliar sua influência econômica e geopolítica.