O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta quinta-feira (24) o presidente chinês, Xi Jinping, em Washington para uma visita oficial. Trata-se do terceiro encontro entre os dois líderes em menos de um ano.
O presidente americano, acompanhado pela primeira-dama Melania Trump, cumprimentou Xi Jinping e sua esposa, Peng Liyuan, em frente à Casa Branca.
"Em maio, tivemos a grande honra de visitá-lo em Pequim, onde ele recebeu nossa delegação com uma hospitalidade espetacular e muito calorosa. É uma honra para nós recebê-lo em Washington, já que o presidente Xi tornou-se o primeiro líder chinês a fazer uma segunda visita de Estado oficial aos Estados Unidos", declarou Trump durante a cerimônia.
O presidente americano afirmou que os dois líderes "fizeram grandes progressos em questões que afetam nossos dois países" e também enfatizou o respeito mútuo entre eles. "Assim como nossos ancestrais cruzaram o oceano séculos atrás, desenvolveram o comércio, aprenderam uns com os outros e construíram um mundo melhor, hoje nossos dois países contribuirão mais uma vez para a beleza do mundo", observou Trump.
No início do discurso, Xi Jinping agradeceu ao presidente Trump e sua esposa pela recepção calorosa e parabenizou os Estados Unidos pelo 250º aniversário de sua independência.
"Diante das mudanças historicamente significativas pelas quais nosso mundo está passando, a China e os Estados Unidos, como duas grandes potências, têm hoje a responsabilidade histórica de promover o desenvolvimento e o progresso da humanidade", afirmou.
- Antes da reunião, Trump afirmou que a inteligência artificial estará entre os principais temas das negociações. "A superinteligência (SI) será um tópico-chave de discussão", escreveu o presidente americano em sua conta no Truth Social.
- Xi Jinping defendeu uma relação mais estável entre as duas maiores economias do mundo. Em um discurso preparado para o encontro, o líder chinês afirmou que Estados Unidos e China "devem ser parceiros, não adversários".
- Pouco antes do início da reunião, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou ainda a extensão da trégua comercial entre Washington e Pequim. O acordo, que expiraria em 10 de novembro, foi prorrogado até 10 de janeiro.