Fracassa plano da Embaixada dos EUA em Tel Aviv para defender Israel das sanções

A embaixada americana em Tel Aviv queria classificar as medidas de Reino Unido, França e Canadá como "antissemitas", mas não obteve apoio do próprio Departamento de Estado.

Autoridades americanas em Tel Aviv e Washington prepararam, no início de setembro, um rascunho de declaração atribuído ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em que condenavam os planos do Reino Unido, da França e do Canadá de proibir a importação de produtos fabricados em assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, informou Reuters na quarta-feira (23).

O documento, que ainda não havia sido exposto, foi atribuído por duas fontes a David Milstein, assessor do embaixador americano em Israel, Mike Huckabee.

O texto queria classificar as medidas dos três países como "ações hostis contra Israel que contribuem para o antissemitismo".

"Essas táticas são inaceitavelmente inspiradas pelo manual de boicotes, desinvestimentos e sanções do movimento antissemita", dizia o rascunho, analisado pela Reuters. 

Segundo três fontes, a iniciativa não recebeu apoio da Casa Branca nem da cúpula do Departamento de Estado dos EUA.