O líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, se irritou nesta quarta-feira (23) ao ser questionado por um jornalista russo sobre quando ele pretende viajar a Moscou.
"Em um maldito míssil", respondeu Zelensky com desagrado, depois de ignorar anteriormente a pergunta, repetida várias vezes pelo jornalista Valentin Bogdanov.
Após a declaração do líder do regime ucraniano, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, escreveu nas redes sociais que "Zelensky teme que o espere o mesmo destino do Falso Dmitry, o impostor da Época das Perturbações [período do século XVII na Rússia caracterizado por invasões e rebeliões internas], cujas cinzas foram usadas para carregar um canhão e disparar em direção à Polônia".
Negociações em Moscou
Moscou tem reiterado quenunca se recusou a dialogar com Kiev. Em setembro de 2025, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que o melhor lugar para uma reunião de alto nível com a parte ucraniana seria a capital russa e ressaltou que a segurança da delegação ucraniana estaria garantida.
Mais recentemente, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou queZelensky poderia viajar a Moscou para manter negociações sobre o conflito ucraniano.
Lavrov declarou ainda que isso "já é um grande gesto de boa vontade" por parte da Rússia, porque Zelensky "ainda não revogou seu decreto que proíbe as negociações".
O chanceler russo também ressaltou que "a operação militar especial não será interrompida durante os diálogos".
- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou reiteradas vezes que Moscou está comprometida em encontrar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Nesse sentido, ressaltou que, em primeiro lugar, é necessário garantir a segurança da Rússia no longo prazo, razão pela qual é importante eliminar as causas profundas do conflito, entre elas a expansão da OTAN, que Moscou considera uma ameaça, e a violação dos direitos da população russófona na Ucrânia.
- A proposta russa prevê que Kiev retire completamente suas tropas das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk e das regiões de Zaporozhie e Kherson (incorporadas após consultas populares em 2022), e reconheça esses territórios, assim como a Crimeia e Sebastopol, como partes da Federação da Rússia. Além disso, devem ser garantidas a neutralidade, a não adesão a blocos, a desnuclearização, a desmilitarização e a desnazificação da Ucrânia.