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Ler por prazer realmente faz bem ao cérebro? Estudo revela a resposta

Revisão da Universidade de Cambridge analisa como a leitura influencia o bem-estar mental e a saúde cerebral.
Ler por prazer realmente faz bem ao cérebro? Estudo revela a respostaGettyimages.ru / Gettyimages.ru

Um novo estudo concluiu que ler por prazer traz benefícios à saúde mental, ao desempenho cognitivo e ao bem-estar ao longo de toda a vida.

Os resultados da pesquisa foram publicados em 15 de setembro na revista Psychological Medicine.  

A prática pode estar ligada a mais atenção, mais empatia, menos estresse e menor risco de declínio cognitivo na velhice, informou a Universidade de Cambridge.

O estudo sugere que os benefícios da leitura por prazer não dependem do que lemos ou de como lemos. 

Essa atividade, segundo a professora Barbara Sahakian, "pode trazer benefícios ao longo de toda a nossa vida e até a velhice".

Para sustentar o argumento, os pesquisadores citam um estudo anterior do próprio grupo com mais de 10 mil jovens. Segundo os resultados, quem começa cedo a ler por prazer apresenta melhor atenção, memória e função executiva, desempenho escolar superior, menos problemas de saúde mental e hábitos mais saudáveis, como dormir mais e passar menos tempo diante de telas.

"O importante é encontrar algo de que realmente gostem [...]. Ler quadrinhos e graphic novels também pode ser útil, porque parecem menos assustadores, talvez menos chatos, que os romances", disse a dra. Christelle Langley, do Departamento de Psiquiatria de Cambridge.

Um hábito saudável para todas as idades

Outras pesquisas sobre esse tema mostram que, entre os adultos, a leitura aparece associada a melhor relaxamento, menos estresse, maior empatia e uma atitude mais tolerante em relação a pontos de vista diferentes. Quase dois em cada cinco adultos escolhem a leitura como sua forma preferida de relaxar.

Nas pessoas idosas, atividades de lazer que estimulam o cérebro — como a leitura — estão associadas a um menor risco de demência. Uma pesquisa com quase 5.500 adultos de 55 anos ou mais mostrou que quem lia com frequência apresentava menos probabilidade de desenvolver deterioração cognitiva ao longo de cinco anos.

Outro trabalho relaciona a leitura de jornais, revistas e livros a uma redução de 33% no risco de desenvolver Alzheimer.

Segundo os cientistas, embora grande parte das evidências ainda seja observacional, começam a acumular-se indícios de que a leitura também pode influenciar diretamente a estrutura do cérebro.