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Esqueça o IMC: estudo aponta outro indicador ligado a risco de morte duas vezes maior

Uma equipe de investigadores analisou dados de 5.674 adultos nos EUA, acompanhados por quase sete anos.
Esqueça o IMC: estudo aponta outro indicador ligado a risco de morte duas vezes maiorGettyimages.ru / Gettyimages.ru

O índice de massa corporal (IMC) é frequentemente utilizado para estimar o peso saudável, mas um conjunto crescente de pesquisas questiona a capacidade dessa fórmula de refletir com precisão os riscos para a saúde.

Os pesquisadores chineses identificaram outra combinação, que mede e avalia simultaneamente o tamanho corporal e a força de preensão —, a capacidade dos músculos da mão e do antebraço de gerar força ao apertar ou segurar algo —, e que foi associada a um risco de morte quase duas vezes maior.

Os resultados da pesquisa foram publicados em agosto na revista Archives of Gerontology and Geriatrics.

Os pesquisadores analisaram dados de 5.674 adultos nos EUA, acompanhados por quase sete anos.  No período, 373 participantes morreram.

Encontrou-se um risco particularmente alto em pessoas que tinham excesso de gordura abdominal e força de preensão relativamente fraca.  Esses participantes apresentaram um risco de mortalidade 97% maior, em comparação com aqueles que não apresentavam essas características.

Por que a força de preensão é importante?

No estudo, os depósitos de gordura abdominal não foram medidos diretamente. Os pesquisadores os avaliaram com base no diâmetro abdominal. E esclarecem que essa medida, isoladamente, não teve associação significativa com o risco de morte. 

No entanto, a baixa força de preensão em relação ao tamanho do corpo mostrou-se um fator significativo: Os participantes com menor força de preensão em relação ao próprio peso corporal tiveram um risco de mortalidade aproximadamente 60% maior.

Em conjunto, o excesso de gordura abdominal e a baixa força de preensão relativa foram associados a um risco de mortalidade por qualquer causa quase duas vezes maior — e a associação se manteve mesmo após ajuste para idade, nível socioeconômico, estilo de vida e comorbidades.

A combinação de excesso de gordura e pouca força muscular chama-se obesidade dinapênica. Uma meta-análise anterior também constatou que essa condição estava associada a um risco de mortalidade cerca de 73% maior.