O presidente chinês, Xi Jinping, planeja pressionar seu colega americano, Donald Trump, para que os Estados Unidos interrompam as vendas de armas a Taiwan durante a cúpula que ambos os líderes realizarão nesta semana em Washington, segundo informou a Reuters nesta terça-feira (22) citando fontes familiarizadas com o assunto.
Pequim poderia basear seu argumento em um comunicado conjunto assinado pelos Estados Unidos e pela China em 1982, no qual Washington expressa a intenção de reduzir gradualmente as vendas de armas para a ilha.A questão de Taiwan continua sendo um dos principais pontos de tensão entre as duas potências.
"Eu apostaria que Xi Jinping dará ao presidente Trump uma longa lição sobre Taiwan, assim como fez em reuniões anteriores e com outros presidentes", afirmou Matt Pottinger — ex-vice-conselheiro de Segurança Nacional no primeiro governo Trump — durante um fórum de defesa realizado no sábado (19) em Taipé, embora tenha afirmado que não espera nada "substancial" a esse respeito.
A cúpula ocorre em um momento em que Trump ainda não aprovou um novo pacote de armas para Taiwan avaliado em cerca de 14 bilhões de dólares.
Após sua reunião com Xi em Pequim em maio, o presidente americano disse que manteria o novo acordo em suspenso e o classificou como uma "excelente moeda de troca".
A China, assim como a imensa maioria dos países do mundo — inclusive o Brasil e a Rússia — considera Taiwan, autogovernada desde 1949, como parte inalienável de seu território.