Os Estados Unidos e Israel não poderão evitar sua retirada do Oriente Médio. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (21) pelo Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) do Irã.
"Os Estados Unidos e o regime sionista devem compreender que, mais cedo ou mais tarde, terão de aceitar deixar a região, libertando-a de sua presença maligna e criminosa. E, pela graça de Deus, não poderão evitar esse destino", destacou a organização militar em um comunicado.
O CGRI afirmou que as Forças Armadas do Irã "estão prontas para responder de forma contundente e devastadora a qualquer agressão" do inimigo.
- As declarações ocorrem em meio a novos desdobramentos do conflito entre Irã e Estados Unidos, marcado nos últimos dias pelo aumento das tensões e pelas tentativas do Irã de estabelecer condições para possíveis negociações.
- O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou no sábado (19) que Teerã havia apresentado a Washington sete condições para iniciar negociações, entre elas o fim da guerra em todas as frentes, a liberação dos ativos iranianos congelados, o fim do bloqueio naval e o compromisso de não interferir nos assuntos internos do país. Segundo Rezaei, as exigências foram transmitidas por meio do Catar, e Teerã aguarda agora uma resposta de Trump.
- No dia seguinte, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o Irã não reabrirá o Estreito de Ormuz até que os EUA aceitem as condições de Teerã e cumpram seus compromissos.
- Em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar em uma "fase de tomada de decisões" sobre a República Islâmica e mencionou três opções: "Aniquilar o Irã, deixá-los apodrecer economicamente ou chegar a um acordo". Ao mesmo tempo, afirmou que estaria disposto a se reunir com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, durante a Assembleia Geral da ONU na próxima semana.