
Ministro russo explica a 'imunidade' de Moscou às sanções

O ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, afirmou nesta segunda-feira (21), durante a sessão plenária do Fórum Financeiro de Moscou, que sua pasta desenvolveu "imunidade" às "sanções infernais" dos Estados Unidos.
"Fazemos o nosso trabalho, e as sanções infernais ricocheteiam, por assim dizer, em nossa política financeira", indicou o chefe do órgão financeiro russo, ressaltando que, nesta semana, o governo está analisando seu principal documento financeiro. "O mais importante é que conseguimos equilibrá-lo", disse Siluanov, ao ser questionado pelo prefeito de Moscou, Sergey Sobianin.

"Sanções infernais"
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou na quarta-feira (16) um novo projeto de lei com as ditas "sanções infernais" contra Moscou, promovido pelo falecido senador republicano Lindsey Graham*, conhecido por sua postura antirrussa. O presidente Donald Trump assinou a lei dois dias depois, na sexta-feira (18).
Com 262 votos a favor e 159 contra, cerca de 58 democratas e 203 republicanos votaram a favor da iniciativa, além do voto de um independente.
A legislação tem como objetivo exercer maior pressão sobre os setores de energia e de defesa da Rússia, bem como sobre sua suposta "frota fantasma" de navios-tanque. A iniciativa também permitirá a Trump impor mais tarifas à China, à Índia e a outros países, com o objetivo de reduzir o comércio de petróleo e gás russos, bem como ampliar as sanções contra o Irã.
O projeto, rebatizado de "Lei Lindsey O. Graham de Sanções contra a Rússia e o Irã de 2026" em homenagem ao político — que costumava chamá-lo de "projeto de lei de sanções infernais" —, foi aprovado pelo Senado no mês passado com 86 votos a favor e 11 contra.
A reação de Moscou
Por sua vez, Moscou classificou a medida de Washington como "um ato hostil", nas palavras do porta-voz oficial do Kremlin, Dmitry Peskov.
"A imposição de sanções adicionais pelos EUA sem dúvida complicará os esforços para alcançar uma solução pacífica na Ucrânia", disse Peskov.
*O falecido senador era incluído na lista de terroristas e extremistas da Rússia.

