Kremlin comenta reação de parceiros comerciais às 'sanções infernais' de Trump

Dmitry Peskov observou que a Rússia se adaptou em grande parte às mais de 30 mil sanções e aprendeu a minimizar seus efeitos.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comentou as novas sanções dos EUA contra a Rússia, destacando  que os parceiros comerciais de Moscou rejeitam unanimemente as medidas.

"Estamos em contato constante com nossos parceiros comerciais. Eles já ouviram declarações nas quais avaliaram essas potenciais restrições secundárias. De fato, há um consenso unânime em rejeitar completamente essa política", disse Peskov a jornalistas nesta segunda-feira.

"Quanto à assinatura deste documento, certamente não contribui para a revitalização das nossas relações bilaterais. Nem, obviamente, ajuda a avançar o processo de resolução da crise ucraniana", acrescentou.

"Mas, em geral, é importante não esquecer que a Rússia foi sujeita a mais de 30 mil sanções diferentes: sanções de mercado, corporativas e setoriais, bem como sanções contra indivíduos, entre outras. A Rússia adaptou-se em grande parte a essas sanções e encontrou maneiras de minimizar o seu impacto negativo", concluiu o porta-voz.

"Sanções infernais"

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou na quarta-feira, com 262 votos a favor e 159 contra, o projeto de lei de sanções antirrussas conhecido por "sanções infernais".

A legislação, renomeada como "Lei Lindsey O. Graham de Sanções à Rússia e ao Irã de 2026", tem o objetivo de exercer maior pressão sobre a indústria energética russa. Além disso, autoriza o presidente Donald Trump a impor tarifas de até 100% à China, à Índia e a outros compradores de petróleo e de outros recursos energéticos provenientes da Rússia e do Irã. A medida ocorre em meio ao dramático aumento dos preços dos combustíveis nos EUA, que já afeta milhares de famílias.