
'Voto de cabresto': MPT investiga empresas acusadas de monitorar votos de trabalhadores

O Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal (MPT-DF) recebeu uma denúncia sobre empresas que estariam coletando dados eleitorais de trabalhadores e familiares para monitorar o resultado das urnas e pressionar empregados a votar em determinados candidatos, publicou o Metrópoles nesta segunda-feira (21).
A prática foi relatada à procuradora Geny Helena Marques durante reuniões com entidades sindicais.

Segundo ela, empresas estariamobtendo informações sobre a zona e a seção eleitoral dos funcionários e de seus familiares para estimar quantos votos cada local deveria registrar.
A suspeita é de que os dados seriam usados para comparar o resultado das urnas com a quantidade esperada de votos e, em caso de diferença, ameaçar trabalhadores com demissões.
"Voto de cabresto"
Para a procuradora, a prática reproduz o que antigamente se denominava "voto de cabresto".
O MPT enviou recomendações a empresas dos setores de segurança, limpeza e conservação para impedir a adoção desse tipo de mecanismo e orientou que dados eleitorais sem justificativa para uso profissional sejam eliminados.
Segundo Geny, já houve relatos de empresas que teriam escalado funcionários justamente durante o período eleitoral para impedir que eles deixassem o trabalho e votassem.
