O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, condenou no sábado (19) as novas sanções impostas pelos Estados Unidos contra oito empresas cubanas ligadas à exploração mineral e ao desenvolvimento militar.
O presidente afirmou que a lista de sanções será "interminável" e destacou a resposta dos habitantes da ilha às medidas agressivas. "Somos milhões — em Cuba e em todo o mundo — escrevendo a grande odisseia da resistência cubana com talento, patriotismo e solidariedade", enfatizou em mensagem publicada no X.
Cerco dos EUA contra Cuba
- Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara uma "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo a Casa Branca, Cuba representaria para a segurança do país norte-americano e da região. O texto acusa o governo cubano de se alinhar a "numerosos países hostis", de abrigar "grupos terroristas transnacionais" e de permitir o emprego, na ilha, de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.
- Com base nessas alegações, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendam petróleo à nação caribenha, além de ameaças de represálias contra aqueles que agirem em desacordo com a ordem executiva da Casa Branca.
- A medida ocorre em meio a uma escalada entre Washington e Havana, que tem rejeitado sistematicamente essas alegações e advertido que defenderá sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que "esta nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma camarilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano para fins puramente pessoais".
- Em 7 de março, Trump anunciou que "uma grande mudança chegará em breve a Cuba", que, segundo acrescentou, está chegando "ao fim do caminho".
- Os EUA mantêm o bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi reforçado com numerosas medidas coercitivas e unilaterais.