Alemanha convocará jovens que não pretendem servir para testes obrigatórios de aptidão militar

A Forças Armadas alemãs (Bundeswehr) planejam uma rede de 24 centros modernizados no próximo ano para avaliar um número massivo de pessoas.

As Forças Armadas da Alemanha começaram a enviar avisos de testes de aptidão militar para homens de 18 anos, mesmo quando eles indicaram em um questionário que não desejam ingressar no serviço militar, segundo o jornal Berliner Morgenpost informou neste sábado (19).

Segundo um relatório do Ministério da Defesa, desde julho, e "em conformidade com os requisitos legais e a capacidade disponível nos centros de recrutamento", cerca de 1.000 jovens foram convocados para se submeterem aos testes.

A medida faz parte da nova lei do serviço militar, que entrou em vigor no início deste ano. Desde 1º de janeiro, o Estado tem contatado pessoas nascidas em 2008 para que preencham um formulário sobre sua aptidão e disposição para servir. Para os homens, a resposta é obrigatória, enquanto para as mulheres é voluntária.

O regulamento prevê uma aplicação mais ampla a partir de julho de 2027, quando a Bundeswehr planeja ter uma rede de 24 centros modernizados para realizar essas avaliações em maior escala.

Militarização da Europa diante da suposta 'ameaça russa'

A Europa está imersa em um processo de militarização. A Alemanha estima que precisará de quase 12 bilhões de euros para construir um novo arsenal de mísseis capaz de atingir alvos russos a centenas ou mesmo milhares de quilômetros das linhas de frente, de acordo com documentos internos do Ministério da Defesa citados pelo Politico.

Tudo isso acontece enquanto a Europa continua a retratar a Rússia como uma suposta "ameaça". Por sua vez, Moscou afirmou repetidamente que não tem planos de atacar a Europa.

O presidente russo, Vladimir Putin, reiterou que as elites governantes europeias estão tomadas pela histeria, acreditando que "uma guerra com os russos está prestes a acontecer". "É impossível acreditar nisso, mesmo que tentem convencer seus próprios povos", acrescentou.