Mohammed al-Bukhaiti, um alto oficial houthi, disse ao canal de notícias iraquiano INews, no sábado, que as forças iemenitas retaliarão contra a Turquia ou o Paquistão caso estes decidam apoiar a Arábia Saudita no conflito.
"Se a Turquia ou o Paquistão se envolverem, nós os atacaremos com punho de ferro. Assim como estamos 'disciplinando' a Arábia Saudita hoje, nós os 'disciplinaremos' também", afirmou.
Al Bukhaiti enfatizou que qualquer ação militar direta contra o Iêmen será recebida com uma resposta "forte e dolorosa". "Que eles decidam e enfrentem as consequências. Não estamos implorando nem pedindo nada. Não estamos pedindo ajuda a ninguém, mas alertamos qualquer Estado contra o apoio ao inimigo saudita", declarou.
Acordo de Defesa de Meca
O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, condenou os ataques dos Houthis contra a Arábia Saudita em entrevista ao canal turco NTV no sábado e não descartou o apoio a Riad no conflito.
"Neste momento, vemos ataques muito sérios contra a integridade territorial e a soberania da Arábia Saudita", disse ele. Nesse contexto, o ministro das Relações Exteriores mencionou o Acordo de Defesa de Meca, assinado pela Arábia Saudita, Turquia e Paquistão. De acordo com o documento, um ataque armado contra qualquer uma das partes seria considerado um ataque contra os três países.
Ele acrescentou que Ancara condena particularmente os ataques contra a infraestrutura petrolífera da Arábia Saudita e continua avaliando a situação, mantendo conversas privadas. "Nesse contexto, podem surgir necessidades militares, especialmente em certas áreas técnicas. E não teremos problemas em atender a essas necessidades", afirmou Fidan.