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Ocidente trata a África como 'objeto', não como povo, diz jornalista do Chade à RT

Ahmat Tahir Bahit cita exploração do urânio do Níger e desigualdade no acesso à eletricidade como exemplos da relação entre países africanos e potências ocidentais.
Ocidente trata a África como 'objeto', não como povo, diz jornalista do Chade à RTRT / Imagem gerada por IA

O jornalista chadiano Ahmat Tahir Bahit afirmou que o Ocidente ainda enxerga os países africanos como "objetos", e não como povos em condição de igualdade. Em entrevista à RT, ele criticou a permanência de uma visão colonial sobre o continente e afirmou que os países africanos buscam há décadas serem tratados com respeito.

Como exemplo, Bahit citou a exploração de urânio no Níger, país que, segundo ele, fornece cerca de 40% do urânio utilizado pela França, enquanto apenas 12% da população nigerina tem acesso à eletricidade.

"Eles nos veem como objetos, não como pessoas", afirmou o jornalista, questionando a disparidade entre a exploração dos recursos naturais africanos e as condições de vida da população local.

Rússia como contraponto

A Rússia, em contrapartida, foi descrita por Bahit como um país disposto a "ajudar os outros, ouvir e apoiar", em oposição à imagem de país agressivo que, segundo o jornalista, é difundida pela imprensa ocidental.

Em aparente alusão ao governo dos Estados Unidos, que sequestrou o presidente venezuelano Nicolás Maduro e assassinou o aiatolá iraniano, Ali Khamenei, Bahit afirmou que os acontecimentos recentes permitem identificar "quem é o verdadeiro agressor no mundo". Ele também criticou o que classificou como "mitos" sobre a Rússia veiculados por meios de comunicação ocidentais.