A Groenlândia e a Dinamarca comentaram nesta sexta-feira (18) o acordo que firmaram com os EUA sobre "segurança reforçada no Ártico e na região do Atlântico Norte". O pacto, segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, concede ao país "controle permanente sobre a segurança", bem como sobre "todas as demais necessidades" e "preocupações" no território groenlandês.
"É motivo de alegria que estejamos prestes a concluir um acordo que assegure e fortaleça a segurança da Groenlândia, do Reino da Dinamarca, dos EUA e da aliança ocidental. O acordo reconhece os interesses da Groenlândia e nosso lugar na cooperação internacional. Isso nos beneficia a todos", declarou o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, em comunicado.
No mesmo documento, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou estar feliz com o acordo. "Respeita a soberania e a integridade territorial do Reino da Dinamarca, além do direito do povo groenlandês à autodeterminação", declarou.
De acordo com o governo da Groenlândia, o tratado deve ser assinado na próxima semana, no âmbito da Assembleia Geral da ONU.
Alegria de Trump
Ao anunciar o acordo nesta sexta-feira, Trump classificou o passo como "um sonho realizado" para os EUA. O mandatário destacou que o acordo também é "muito importante, histórico e especial", pois permite que seu país se instale em uma "grande e altamente estratégica porção de terra", em referência à Groenlândia, onde adiantou que o Pentágono iniciará "imediatamente" um processo para "desenvolver uma grande presença militar".