Quer viver mais e melhor? Preste atenção no seu prato

Para medir o envelhecimento biológico, cientistas alemãaes analisaram amostras de sangue e examinaram os "padrões de metilação do DNA" — mudanças químicas que afetam a atividade dos genes e variam com a idade; o estudo avaliou cerca de 7.500 pessoas e comparou o que elas comem com dez padrões de dieta.

Um novo estudo concluiu que uma alimentação saudável está ligada a um envelhecimento biológico mais lento, embora não exista uma única dieta ideal para isso, informou um novo estudo, do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas (DZNE) da cidade de Bonn, na Alemanha.

Os resultados foram publicados em agosto na revista Nature Communications.

Os pesquisadores analisaram os hábitos alimentares de 7.500 participantes e os compararam com dez padrões considerados saudávei, entre eles a dieta mediterrânea, a nórdica, uma alimentação baseada em plantas, a dieta DASH — elaborada para reduzir a pressão arterial com menos sal e gordura — e a MIND, que visa a saúde do cérebro e a memória.

Para medir o envelhecimento biológico, a equipe analisou amostras de sangue e examinou os "padrões de metilação do DNA" — mudanças químicas que afetam a atividade dos genes e variam com a idade.

Segundo Juliana Tavares, primeira autora do estudo, foram usados três relógios epigenéticos diferentes paracalcular esse envelhecimento pelo DNA.

Destaques da pesquisa

Os resultados mostraram que uma dieta de melhor qualidade estava associada a um envelhecimento biológico mais lento nos dez padrões estudados.

As diferenças entre as dietas existiam, mas eram modestas. Ainda assim, algumas associações se destacaram: a dieta DASH esteve mais ligada à saúde cardiovascular, e a dieta MIND, à cognição e à memória.

"Em resumo: quando se trata de desacelerar o processo de envelhecimento, não existe uma única dieta saudável, mas todo um repertório de dietas possíveis com efeito positivo", afirmou Tavares.

Paralelamente, os cientistas identificaram que a ligação entre boa alimentação e envelhecimento biológico mais lento foi mais marcada entre os fumantes, embora estes não comessem de forma mais saudável que os não fumantes.

"Uma possível explicação é que os fumantes se beneficiem mais de uma alimentação saudável, pelos enormes danos do tabaco", sugeriu Tavares.