
Rússia amplia lista de estrangeiros proibidos de entrar no país

Em resposta ao 21º pacote de sanções da União Europeia, Moscou ampliou consideravelmente a lista de cidadãos estrangeiros proibidos de entrar em território russo, informou nesta sexta-feira (18) o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
O Ministério das Relações Exteriores ressaltou que a política de medidas restritivas unilaterais do bloco comunitário "é ilegítima à luz do direito internacional", lembrando que, no dia 23 de julho, o Conselho da UE aprovou um novo pacote de sanções antirrussas destinadas a "causar danos" ao país euroasiático.

"Em resposta às decisões ilegítimas da UE, a parte russa ampliou consideravelmente a lista de representantes de instituições da UE, de Estados-membros da UE e de vários países europeus que apoiam a política antirrussa de Bruxelas, aos quais é proibida a entrada em nosso país", diz o comunicado.
O ministério detalhou que a lista inclui:
- Pessoas envolvidas em decisões para fornecer ajuda militar ao regime de Kiev.
- Participantes de atividades destinadas a minar a integridade territorial da Rússia.
- Responsáveis pela imposição de sanções antirrussas, por prejudicar as relações da Rússia com terceiros países ou por obstaculizar a navegação marítima, afetando os interesses do país.
- Cúmplices na perseguição de cidadãos russos mediante acusações falsas ou na criação de "mecanismos" antirrussos de caráter pseudolegal no âmbito do Conselho da Europa.
- Pessoas que defendem o confisco ilegal de ativos estatais russos ou o uso dos lucros derivados deles.
Além disso, foram impostas medidas restritivas contra "ativistas civis" e membros da comunidade acadêmica de Estados europeus que "mantêm posturas hostis em relação à Rússia", bem como contra membros de parlamentos nacionais de países da UE e do Parlamento Europeu que votaram a favor de resoluções e projetos de lei antirrussos.
"A Rússia manterá um firme compromisso com sua linha de política externa"
Ao mesmo tempo, o Ministério das Relações Exteriores ressaltou que, apesar das políticas destrutivas de Bruxelas, Moscou manterá "um firme compromisso com sua linha de política externa, orientada a proteger os interesses nacionais, defender os direitos e liberdades dos cidadãos russos e participar da criação de uma ordem mundial justa e multipolar".
"Qualquer nova ação da União Europeia destinada a ampliar as sanções unilaterais antirrussas continuará recebendo uma resposta adequada de nossa parte", concluiu.

