'O maior roubo de trabalho da história': The New York Times processa Microsoft e OpenAI

O jornal e outros veículos acusam as empresas de copiarem milhões de textos protegidos por direitos autorais sem autorização ou pagamento.

Documentos judiciais tornados públicos revelam a preocupação de funcionários da OpenAI e da Microsoft — empresas parceiras no treinamento e desenvolvimento dos modelos de IA — com o uso massivo de reportagens para o treinamento sistemas de inteligência artificial, publicou The New York Times, na quinta-feira (17).

Em um documento interno de 2023, o diretor de ciência aplicada da Microsoft, Brent Hecht, classificou a prática como "o maior roubo de trabalho da história da humanidade", advertindo que os modelos de IA podem entrar em um "ciclo vicioso" que comprometeria a qualidade dos próprios sistemas.

À mesma altura , o responsável pela equipe do ChatGPT (da OpenAI), Nick Turley, declarou que a inteligência artificial era uma "ameaça existencial" para os veículos de imprensa. Em 2024, em um documento interno, ele afirmou que os produtos de IA "se tornarão cada vez mais substitutivos à medida que melhorarem".

Os documentos tornados públicos são parte de uma ação judicial do jornal contra a Microsoft e a OpenAI. O jornal e outros veículos acusam as empresas de copiarem milhões de textos protegidos por direitos autorais sem autorização ou pagamento.

As empresas de IA alegam que o uso é protegido pelo conceito de "fair use", que a IA apenas "lê" os arquivos para treinar os modelos, e não reproduzem o material.

Os documentos também registram discussões sobre formas de contornar paywalls. Em depoimento, o presidente da Microsoft, Satya Nadella, afirmou: “Tudo o que estiver protegido por paywall deve ser licenciado” por quem quiser utilizá-lo.