
Apesar das sanções, Rússia registra crescimento de salários e nível histórico de emprego, diz Putin

A taxa de desemprego na Rússia está próxima da mínima histórica, em 2,3%, enquanto os salários reais cresceram 6,5% no primeiro semestre, afirmou o presidente Vladimir Putin nesta quinta-feira (17). As vendas no varejo também avançaram 5,4% nos primeiros sete meses do ano.

"A dinâmica econômica na Rússia, em geral, corresponde às nossas expectativas", disse Putin durante uma reunião no Kremlin. Segundo o presidente, o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer cerca de 1% ao longo deste ano, em linha com a previsão usada na elaboração do orçamento.
Putin também destacou a desaceleração da inflação, que chegou a 6,2% em 14 de setembro. "A inflação está, em geral, sob controle", afirmou. Ele lembrou que o índice havia atingido 10,3% no primeiro trimestre de 2025 e declarou que as medidas adotadas pelo Banco Central e pelo governo "claramente dão resultados".
Durante a reunião, Putin enfatizou que o orçamento federal deve priorizar o cumprimento das obrigações sociais do Estado, a segurança dos cidadãos e o fortalecimento da capacidade de defesa da Rússia, estando assim, em última análise, a serviço das metas nacionais de desenvolvimento.
- Desde 2022, após o início da operação militar especial na Ucrânia, países ocidentais impuseram amplas sanções contra a Rússia, atingindo bancos, comércio, energia e acesso aos mercados financeiros. Em março daquele ano, a União Europeia proibiu sete bancos russos de utilizar o sistema SWIFT, enquanto os Estados Unidos adotaram sanções próprias contra grandes instituições financeiras do país.
- Apesar da pressão econômica, o PIB russo cresceu 10,3% entre 2023 e 2025, acompanhado pela expansão de setores tecnológicos estratégicos. O país ampliou o desenvolvimento de inteligência artificial, sistemas autônomos e plataformas digitais, além de fortalecer soluções e infraestruturas nacionais
- Ao mesmo tempo, os países que adotaram as sanções enfrentam déficits orçamentários, aumento da dívida pública e queda da produção industrial, enfatizou Putin no dia 11, citando dados oficiais dessas mesmas nações.
