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Gilmar Mendes usa Lava Jato para mandar duras indiretas à Mendonça e defende Gonet

A publicação ocorreu nesta quinta-feira (17), dois dias após a sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) que analisou a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes.
Gilmar Mendes usa Lava Jato para mandar duras indiretas à Mendonça e defende GonetTânia Rêgo/Agência Brasil

O ministro Gilmar Mendes criticou nesta quinta-feira (17) a atuação de André Mendonça no caso Banco Master, comparou a divulgação de mensagens da investigação com métodos da Lava Jato e saiu em defesa do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

"Na Lava Jato, Deltan Dallagnol e Sergio Moro transformaram vazamento seletivo em método", publicou Gilmar em sua rede X.

Segundo ele, a divulgação de informações antes da ação penal servia para produzir um julgamento antecipado na opinião pública.

"A ideia era sempre criar o fato consumado antes da ação penal, colher os dividendos políticos e deixar a defesa correndo atrás de um julgamento que a opinião pública já havia feito. Linchamento coletivo serve para esvaziar o direito de defesa e enterrar a presunção de inocência", escreveu.

Defesa Gonet

Gilmar também defendeu ainda Gonet e afirmou que instituições sérias devem respeitar o devido processo "desde o primeiro ato".

"Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele. Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam", citou.

Gilmar também criticou a exposição de Gonet durante o julgamento e questionou a necessidade de divulgar as conversas antes de o próprio relator reconhecer a lisura da conduta do procurador-geral.

"Ainda assim, assistimos na terça-feira a uma cena lamentável. Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então por que expor? Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável", escreveu.