'11 anos e meio': prostituição infantil na França começa cada vez mais cedo

Associações e autoridades alertam que as redes sociais e sites de acompanhantes facilitam o aliciamento de menores.

No departamento de Oise, na França, as autoridades soaram o alerta devido ao crescimento vertiginoso dos casos de prostituição entre menores de idade, informa o jornal Le Parisien nesta segunda-feira (16).

Segundo o prefeito Jean-Marie Caillaud, 76% dos casos identificados este ano envolvem menores, e a maioria deles é de meninas de 15 a 17 anos.  

Algumas delas já se tornaram cafetinas e envolvem na prostituição crianças mais novas do que elas.

Se no período de 2020 a 2023 foram detectados somente seis menores, apenas neste ano o apoio foi prestado a 70 crianças. Às vezes, as crianças fazem isso para comprar, por exemplo, um batom.

"A criança mais nova que ajudamos é um menino de 11 anos e meio", diz Florence Theron, diretora do setor educativo e judicial da Associação Departamental para a Proteção da Infância e do Adulto de Oise (ADSEAO).

A diminuição da idade das vítimas de prostituição está relacionada às redes sociais, que tornam mais fácil entrar nesse tipo de crime. Já os clientes, que se escondem atrás dos sites, são difíceis de identificar.

Em 10 de setembro, o Samu Social, serviço de assistência a pessoas vulneráveis, e a ADSEAO organizaram em Creil, cidade ao norte de Paris, uma ação sobre prostituição de menores, com cerca de dez associações, para informar o público e divulgar formas de ajuda.