
EUA e UE disputam acesso a enormes reservas de terras raras de país da América Latina

Os Estados Unidos e a União Europeia aumentaram a atenção aos elementos de terras raras da República Dominicana, informou a Bloomberg no domingo (13).
Na última quinta-feira, Santo Domingo e Washington assinaram um acordo-quadro de cooperação para fortalecer as cadeias de suprimentos de minerais críticos e abrir caminho para investimentos em sua extração e processamento — um recurso que os Estados Unidos desejam garantir em países aliados.

O acordo foi assinado pelo Ministro das Relações Exteriores dominicano, Víctor "Ito" Bisonó, e pela Embaixadora dos EUA em Santo Domingo, Leah F. Campos, com a presença também do Ministro de Energia e Minas da República Dominicana, Joel Santos Echavarría.
Segundo o texto, o acordo visa "proteger os mercados", identificar projetos conjuntos e facilitar o financiamento, embora não crie obrigações juridicamente vinculativas. Bisonó alegou que o desenvolvimento desses recursos deve "gerar mais valor" para o país e não se limitar à simples extração.
Apenas alguns dias antes, a República Dominicana e a União Europeia haviam concordado em realizar estudos sobre os elementos de terras raras gálio e escândio. Esses minerais são usados na fabricação de celulares, carros elétricos e outras tecnologias modernas.
O presidente dominicano, Luis Abinader, estimou as reservas brutas de terras raras em cerca de 100 milhões de toneladas, embora sejam necessários mais estudos para confirmar o número.
O plano destina 538.709 de euros (aproximadamente US$ 625 ou R$ 3,2 milhões) para análises científicas, trabalho de campo e treinamento técnico.
