Tripulante de caça americano abatido pelo Irã fala pela primeira vez

O operador de armas da aeronave detalhou a operação de resgate do piloto das montanhas iranianas.

Um dos tripulantes caça do F-15 abatido pelo Irã em abril falou sobre a operação de resgate em uma entrevista à CBS News publicada no domingo (13), na sua primeira aparição pública.

O operador de armas do avião, cujo verdadeiro nome não foi revelado e foi identificado apenas como "Dude 44 Bravo" por razões de segurança, aparece nas imagens divulgadas no mesmo dia pela emissora, mostrando o resgate dele e do piloto.

O oficial relatou que quando o míssil atingiu a aeronave — um momento que Bravo descreve como "ser atropelado por um trem de carga" —, ele e o piloto chamado Alpha fizeram todo o possível para tentar salvar o caça. Rapidamente ficou claro que não seria possível salvar o avião, então ambos se ejetaram.

Alpha, que se ejetou em segurança e foi resgatado antes de Bravo, recusou o pedido de entrevista por questões de segurança. 

Ao se ejetar, o paraquedas de Bravo foi danificado e a queda brusca causou fraturas nas costas, no braço e no ombro.

O oficial ferido se escondeu por dois dias na retaguarda iraniana, em uma área montanhosa ao sul de Isfahan, até ser resgatado. Segundo a CNN, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, contatou pessoalmente os dois sobreviventes para obter seus relatos.

Resgate caro

A operação teria custado aos Estados Unidos mais de US$ 250 milhões em aeronaves perdidas e danificadas. Duas aeronaves de busca e salvamento C-130 Hercules, cada uma avaliada em quase US$ 115 milhões, ficaram presas em uma pista de pouso abandonada ao sul de Isfahan, e foram destruídas para evitar que caíssem em mãos iranianas. Um helicóptero HH-60 Pave Hawk também foi atingido.

Além disso, militares americanos tiveram que destruir vários helicópteros MH-6 Little Bird. Segundo a publicação, o F-15, avaliado em cerca de US$ 30 milhões, foi abatido por um míssil iraniano que custa apenas US$ 100 mil.