Irã: criminosos 'não devem se sentir seguros em nenhuma parte do mundo'

"Se houver indiferença diante do crime, da injustiça e da opressão, este não será o último caso", declarou o porta-voz da Chancelaria iraniana na cidade onde pelo menos 21 pessoas morreram em um ataque com mísseis dos EUA.

O porta-voz da Chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, pediu, na sexta-feria (11), à comunidade internacional que não permanecesse indiferente ao ocorrido na cidade iraniana de Lamerd, onde pelo menos 21 pessoas morreram e cerca de 180 ficaram feridas em um ataque com mísseis dos EUA em março de 2026.

Segundo a agência estatal IRNA, Baghaei falou do local onde ocorreu o ataque e afirmou que o episódio não deve ser considerado apenas uma agressão contra um determinado grupo, mas um ato "contra a humanidade". O porta-voz também lembrou que, naquele mesmo dia, a cidade de Minab foi atacada.

Indiferença internacional

O funcionário classificou o ataque como um crime de guerra e ressaltou que, segundo as Convenções de Genebra, os Estados têm a responsabilidade de agir diante de ataques contra áreas civis e do uso de armas proibidas destinadas a provocar terror.

"Os fabricantes desta arma [e os responsáveis] por este crime não devem se sentir seguros em nenhuma parte do mundo", afirmou.

Baghaei também disse que o Irã documentou o caso por meio de depoimentos, provas e cobertura jornalística e garantiu que Teerã continuará levando o assunto a fóruns diplomáticos e a países que possuem jurisdição universal.

O porta-voz advertiu que a indiferença internacional diante de fatos desse tipo pode favorecer a repetição dos ataques. "Se houver indiferença diante do crime, da injustiça e da opressão, este não será o último caso", declarou Baghaei, que reiterou que os responsáveis devem enfrentar as consequências de seus atos.