Chanceler Mauro Vieira defende unidade do BRICS diante do protecionismo

Para o diplomata, a ascensão de práticas protecionistas, o uso de coerção econômica e à aplicação de sanções unilaterais, representam uma ameaça direta ao crescimento das nações integrantes do grupo.

O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, defendeu nesta sexta-feira (11) a necessidade de uma integração mais profunda entre os setores produtivos dos países do BRICS frente à instabilidade da economia mundial.

As declarações foram feitas no fórum empresarial dos BRICS, que ocorre antes da 18º Cúpula do BRICS será realizada em Nova Délhi (Índia) nos dias 12 e 13 de setembro de 2026. 

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Em seu pronunciamento, Vieira alertou para o cenário de crescente fragmentação do comércio internacional e denunciou as práticas protecionistas e unilaterais de alguns países: "Em um momento em que a economia global é ameaçada pelo protecionismo, pela coerção econômica e por sanções unilaterais, estreitar os laços entre os nossos setores produtivos ganha mais relevância do que nunca", declarou Vieira.

Para o ministro, o momento exige uma resposta coordenada para proteger os interesses econômicos dos membros, e apontou o BRICS como alternativa. 

"O Brasil fez uma escolha clara: abertura econômica e diversificação de parcerias", disse o diplomata, destacando que o comércio com os países membros do BRICS representa um terço das relações comerciais brasileiras. 

"O BRICS ocupa uma posição única; podemos trabalhar juntos para desenvolver fontes de energia renovável e inteligência artificial, entre outras coisas", declarou o chanceler brasileiro.