País asiático avalia a castração química para estupradores e pedófilos

A medida será considerada caso se comprove sua eficácia na redução da criminalidade, uma vez que as evidências atuais ainda não são conclusivas. Atualmente, o país já aplica penas severas, incluindo prisão e castigos corporais para crimes contra menores.

Singapura está considerando a possibilidade de aplicar a castração química em criminosos sexuais, em um contexto de aumento de crimes sexuais graves, particularmente contra crianças e jovens. A questão foi debatida na terça-feira (8) no Parlamento nacional.

"Continuamos abertos a considerar medidas, incluindo tratamentos farmacológicos antiandrogênicos — também conhecidos como castração química —, caso fique claro que tais medidas são eficazes para reduzir os índices de criminalidade", declarou Kasiviswanathan Shanmugam, ministro do país.

No entanto, até o momento, as evidências a esse respeito "não são conclusivas", observou ele.

Aumento de crimes

Segundo estatísticas divulgadas pela polícia, em 2025 foram registrados em Singapura 1.531 casos de atentado ao pudor, o que representa um aumento de 7,3% em relação aos 1.427 casos de 2024.

"O governo adota uma postura muito séria em relação aos crimes sexuais e impõe penas severas, especialmente quando as vítimas são menores de idade. O estupro — ou agressão sexual com penetração — contra um menor de 14 anos sem consentimento é punido com pena de prisão obrigatória entre oito e vinte anos, além de um mínimo de doze golpes de bastão", detalhou Shanmugam.

A castração química consiste no uso de fármacos para reduzir a produção ou os efeitos de hormônios sexuais, como a testosterona, diminuindo assim o impulso sexual.

Geralmente, o procedimento é reversível, embora, em casos raros, seus efeitos possam ser permanentes.

Espera-se, portanto, que essa redução ajude alguns criminosos a controlar seus impulsos sexuais compulsivos ou excessivos,explica a Channel News Asia.