Rússia frustra planos da Ucrânia de atentado contra embaixador britânico em Moscou, afirma FSB

Segurança russo de 45 anos teria repassado informações sobre diplomatas britânicos ao serviço de segurança de Kiev, segundo autoridades russas.

O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) anunciou nesta quinta-feira (10) a detenção de um cidadão russo de 45 anos, funcionário da empresa responsável pela segurança da embaixada britânica em Moscou, acusado de coletar e transmitir informações sigilosas ao regime de Vladimir Zelensky.

Segundo o órgão, o detido atuava como agente do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) e coletava dados sobre funcionários da missão diplomática, incluindo fotografias, endereços residenciais, veículos utilizados, rotinas de deslocamento e informações sobre o sistema de segurança da embaixada.

As autoridades russas apontam que o regime ucraniano pretendia usar essas informações para executar ataques terroristas contra Nigel Casey, chefe da missão britânica, além de outros diplomatas, posteriormente culpando a Rússia pelos atos.

O objetivo seria arrastar o Reino Unido para um conflito armado direto com Moscou, garantir fornecimento adicional de armamentos à Ucrânia e intensificar sanções contra a Rússia.

Foi aberto processo criminal contra o detido por traição (artigo 275 do Código Penal russo), crime punível com até prisão perpétua.

A agência russa sustenta que autoridades ucranianas estariam dispostas a cometer atos terroristas inclusive contra aliados estratégicos para garantir a própria sobrevivência política.