A Torre Eiffel reabriu na terça-feira (8), após os funcionários terem fechado o monumento um dia antes, como relatado pela Reuters, em protesto contra a remoção de funcionárias durante a visita de uma delegação indiana.
A visita, que reuniu cerca de 100 pessoas ligadas à organização Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha (BAPS), ocorreu no sábado.
Representantes do sindicato relataram que funcionárias foram retiradas de seus postos enquanto a delegação percorria a torre e que algumas foram substituídas por homens.
A SETE (Companhia Operadora da Torre Eiffel), responsável pela gestão do monumento, reconheceu posteriormente que a delegação havia solicitado que a visita fosse organizada de forma a limitar as "interações com mulheres" e admitiu que essas condições "não deveriam ter sido aceitas".
Removidas e substituídas por homens
De acordo com um comunicado citado pela Euronews, algumas funcionárias foram transferidas para outras áreas, outras foram substituídas por homens e todas foram instruídas a não entrar em determinadas áreas enquanto a delegação estivesse presente.
A BAPS pediu desculpas por "qualquer inconveniente ou constrangimento causado", acrescentando que a visita havia sido coordenada com a equipe da Torre Eiffel devido ao tamanho da delegação e para evitar perturbar outros visitantes.
A controvérsia também gerou críticas de líderes franceses. O prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, anunciou uma investigação "o mais breve possível".
Por sua vez, a presidente da Assembleia Nacional, Yael Braun-Pivet, questionou por que as mulheres foram solicitadas a se afastar para atender às demandas dos visitantes estrangeiros.