O governo de Israel ordenou o fechamento do consulado britânico em Jerusalém Oriental ocupada em resposta às sanções do Reino Unido contra mercadorias provenientes de assentamentos ilegais na Cisjordânia, anunciadas na terça-feira (8).
A medida retaliatória também inclui a proibição de entrada de parlamentares britânicos no país — dentre eles, o ex-líder trabalhista Jeremy Corbyn — e a exclusão do Reino Unido da missão de coordenação para Gaza liderada pelos Estados Unidos, segundo o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa'ar.
O consulado na área de Sheikh Jarrah se concentra em questões palestinas nos territórios ocupados, como assim internacionalmente reconhecidos.
Sa'ar afirma que "Jerusalém Unida é a capital de Israel" e classificou a medida britânica como "moralmente distorcida" e "interferência flagrante".
Enquadro internacional
As sanções britânicas foram coordenadas por 12 países e representam um endurecimento da posição internacional, além de uma recalibração da relação diplomática com Israel, buscando fortalecer o apoio à criação de um Estado Palestino.
O secretário britânico de Relações Exteriores, Ed Miliband, descreveu a atividade violenta de colonos judeus como "limpeza étnica" realizada com apoio tácito do governo Netanyahu.
A chancelaria da França, que também toma parte nas medidas, citou a "expansão frenética" dos assentamentos e o aumento da violência como razões para a ação, de acordo com nota do ministro Jean-Nöel Barrot.
O secretário de Estado americano Marco Rubio afirmou que os EUA não seguirão o bloqueio de importações, temendo a desestabilização regional.