BNDES aprova R$ 77,5 milhões para empresa processar terras raras em Minas Gerais

Recursos vão financiar centro de pesquisa e planta-piloto; indústria está prevista para operar no fim de 2028.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta terça-feira (8), o financiamento de R$ 77,5 milhões para a Viridis Mineração implantar o Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR), em Poços de Caldas (MG). Os recursos são do BNDES Mais Inovação.

O centro vai produzir Carbonato Misto de Terras Raras em escala piloto e desenvolver técnicas para o processamento de argilas iônicas encontradas na região. O CPTR é a primeira etapa do Projeto Colossus.

A planta-piloto vai simular as condições da futura planta industrial do projeto. A implantação da unidade está prevista para começar no primeiro trimestre de 2027, com entrada em operação ao final de 2028.

"É um investimento voltado para o fomento da produção nacional de terras raras, que contribui para posicionar o Brasil como fornecedor estratégico global de minerais críticos para a transição energética", disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Financiamento

O diretor-geral da Viridis, Rafael Moreno, afirmou que a linha de financiamento tem prazo de 16 anos e custo indicativo atual de aproximadamente 4,8% de taxa de juros.

A Viridis teve o projeto selecionado em chamada pública do BNDES e da Finep lançada em 2025 para financiar projetos ligados à cadeia de minerais estratégicos para a transição energética e a descarbonização da economia.

Moreno disse que os R$ 77,5 milhões se somam aos US$ 154 milhões (aproximadamente R$ 782 milhões) em recursos de capital próprio já captados pela empresa. A Viridis ainda busca o restante do financiamento sênior necessário para viabilizar o Projeto Colossus.

A Viridis Mineração é subsidiária integral da australiana Viridis Mining and Minerals e detém 100% dos direitos de pesquisa e lavra do Projeto Colossus IAC, em Poços de Caldas.