
'Deveria usar a história como espelho': China questiona a reivindicação do Japão contra a Rússia

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, pediu ao Japão, nesta terça-feira (8), para "romper com o militarismo". A declaração ocorreu em resposta à exigência de remoção de um monumento recentemente inaugurado na Rússia que comemora a vitória sobre o Japão na Segunda Guerra Mundial.
"O lado japonês deve usar a história como um espelho, romper definitivamente com o militarismo e conquistar a confiança de seus vizinhos asiáticos e do resto do mundo por meio de ações concretas", declarou a porta-voz durante uma coletiva de imprensa, enfatizando que "ver e lidar com a história corretamente é um indicador fundamental do compromisso do Japão com o desenvolvimento pacífico".

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, pediu à Rússia no último sábado (5) que removesse a estátua inaugurada na sexta-feira (4) na cidade russa de Khabarovsk, que retrata um soldado soviético destruindo um bloco de pedra com o emblema do crisântemo. Ela observou que o crisântemo "é amplamente reconhecido como um símbolo do Japão" e, portanto, "a instalação de um monumento que retrata sua destruição é completamente inaceitável". Segundo ela, o monumento "ofende os sentimentos do povo japonês".
Em resposta a essa exigência, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, deu uma resposta enfática: "A única coisa que resta a fazer é dizer ao vento para não soprar e ao sol para não brilhar."
